Entreguei minha paixão
Ao soldado de um quartel
Um dia, porém, descobri:
Era um soldado de papel
E na dor da noite escura
Eu era a menininha
Dormindo com a mão no coração
E o mundo girava, girava
Numa ciranda,cirandinha
E o amor,que não era pouco,
não se acabou
Um dia quem sabe,o soldado de papel
Torne-se soldadinho de chumbo
E enfim possa compreender
Meu amor não é brinquedo,
Meu coração não é de papel
Nem de pedra
Nem de tesoura.
* Quem não teve infância não vai entender nada!