Numa noite agradável,eu vinha caminhando
Quando escutei um choro abafado e tímido
Era choro de um menino.
E assim, não pude conter-me:
Sentei-me ao seu lado e enfim
Quis saber a razão de sua tristeza
O garoto sem sequer me olhar
Contou-me uma história sua
De uma batalha sem guerra
De uma luta sem oponentes
[...]
Logo pude compreender que hoje
Ele vive em tempos de calmaria
E que na verdade o menino que chorava
Não era mais um menino
Era já um homem, deixando apenas reviver
Em suas lembranças tão vivas
A parte frágil oculta e escondida
Daquele menino forte que ele fora um dia.
E então me apaixonei pela sua história,
Por sua batalha, por um menino frágil e forte
E pelo homem em que ele se tornou.
Pedestal
02 janeiro 2012
26 setembro 2011
Nas vezes em que permito
Que minha mente vague por aí
Sou capaz de espiar por entre
A fresta de uma porta branca
E é através deste minimo espaço
Meus olhos se iluminam com o que vejo:
O futuro.
Não posso conter o sorriso fácil
Que surge em meu rosto
Ao ver meus planos, todos ali
Concretizados em minhas mãos envelhecidas
Tampouco posso conter o rubor dos olhos
Ao ver tuas mãos,que mesmo marcadas pelo tempo
Sou capaz de reconhecer
Pois meus planos já não são inteiramente meus
E meu futuro coincide com o teu
E com você, quero colecionar sonhos
E enfim a porta branca estará aberta
E enfim chegaremos ao futuro
Juntos.
Que minha mente vague por aí
Sou capaz de espiar por entre
A fresta de uma porta branca
E é através deste minimo espaço
Meus olhos se iluminam com o que vejo:
O futuro.
Não posso conter o sorriso fácil
Que surge em meu rosto
Ao ver meus planos, todos ali
Concretizados em minhas mãos envelhecidas
Tampouco posso conter o rubor dos olhos
Ao ver tuas mãos,que mesmo marcadas pelo tempo
Sou capaz de reconhecer
Pois meus planos já não são inteiramente meus
E meu futuro coincide com o teu
E com você, quero colecionar sonhos
E enfim a porta branca estará aberta
E enfim chegaremos ao futuro
Juntos.
09 março 2011
Convites...
Viaja comigo...
Seja pela estrada,
Ou quem sabe até num zeppelin
Fica comigo...
Mesmo que seja apenas
Para compartilhar-mos o silêncio
Me chama para ouvir um samba...
Pra gente nunca esquecer
Que ele é a nossa raiz
Entregue-se ao cansaço...
E, adormecendo em meu abraço
Me faça também adormecer
E, enfim :
Venha ser sempre e para sempre
Protagonista dos versos que escrevo.
Seja pela estrada,
Ou quem sabe até num zeppelin
Fica comigo...
Mesmo que seja apenas
Para compartilhar-mos o silêncio
Me chama para ouvir um samba...
Pra gente nunca esquecer
Que ele é a nossa raiz
Entregue-se ao cansaço...
E, adormecendo em meu abraço
Me faça também adormecer
E, enfim :
Venha ser sempre e para sempre
Protagonista dos versos que escrevo.
18 dezembro 2010
Felicidade é um sorriso
Dado assim, de graça
Um riso que escapa
Sem ter bem um motivo
É aquele tal olhar perdido
Fitando o vazio e o infinito
Enquanto a mente viajante visita
As lembranças mais magnificas
É abster-se da vontade do eterno
E ter vontade do infinito
É entregar-se ao novo mesmo temendo-o
Aceitar que o medo é completamente normal
É compreender que não se tem
Tudo aquilo que desejamos
E mesmo assim sentir-se
Completo
Dado assim, de graça
Um riso que escapa
Sem ter bem um motivo
É aquele tal olhar perdido
Fitando o vazio e o infinito
Enquanto a mente viajante visita
As lembranças mais magnificas
É abster-se da vontade do eterno
E ter vontade do infinito
É entregar-se ao novo mesmo temendo-o
Aceitar que o medo é completamente normal
É compreender que não se tem
Tudo aquilo que desejamos
E mesmo assim sentir-se
Completo
08 novembro 2010
Respostas em negrito.
Tenho me afastado
De qualquer lógica
De qualquer razão
E num dialogo com o vazio,
Questiono o quanto me resta
De sanidade ou juizo
Pois que ao final de cada dia
Percebo um novo espaço entregue
De pele e alma
[...]
Quando razões aproximam-se
Tentam enfim me afastar
Deste desvario de nome já conhecido
Porém, pouco é necessário
Para que a este eu retorne:
Basta ouvir uma respiração
Que não é minha
Ou sentir uma palpitação
De um coração que não bate em mim.
De qualquer lógica
De qualquer razão
E num dialogo com o vazio,
Questiono o quanto me resta
De sanidade ou juizo
Pois que ao final de cada dia
Percebo um novo espaço entregue
De pele e alma
[...]
Quando razões aproximam-se
Tentam enfim me afastar
Deste desvario de nome já conhecido
Porém, pouco é necessário
Para que a este eu retorne:
Basta ouvir uma respiração
Que não é minha
Ou sentir uma palpitação
De um coração que não bate em mim.
18 setembro 2010
Acontece sempre
Que fecho meus olhos
Alguns minutos de espera
E pronto...
Eles vem até mim
E incontroláveis como são
Mostram meus desejos,
meus medos, minhas memórias
São inteiramente meus
Um universo todo particular
E tantas vezes sequer possuem sentido
Aparente
E o mais maravilhoso:
São capazes de tornar possiveis
Qualquer impossibilidade
Como o encontro
Com quem já não encontramos
Como o despertar para uma realidade
Que ainda é sonho.
Que fecho meus olhos
Alguns minutos de espera
E pronto...
Eles vem até mim
E incontroláveis como são
Mostram meus desejos,
meus medos, minhas memórias
São inteiramente meus
Um universo todo particular
E tantas vezes sequer possuem sentido
Aparente
E o mais maravilhoso:
São capazes de tornar possiveis
Qualquer impossibilidade
Como o encontro
Com quem já não encontramos
Como o despertar para uma realidade
Que ainda é sonho.
08 julho 2010
É logo ali,
Naquela casinha branca
De janela aberta à rua
Que vive um pianista
E é bem aqui,
Aqui mesmo na calçada
Que sento-me todas tardes
Às cinco em ponto
Domingo à domingo
Desde que o descobri
Venho escuta-lo
Sinto-me num concerto
Todo particular
Sem platéia
Sem estrela ou estréia
Somos só eu,
a calçada e a casinha branca
A ouvir meu pianista
Creio que minha presença
Seja ainda desconhecida
Imagino quando serei descoberta
Talvez seja um desconcerto
Talvez invente desculpas:
Perdi algo no chão,
Cadarços desamarrados
Talvez confesse
E ainda peça
Que me deixe entrar
Na casinha branca,
na sala de piano,
ou quem sabe até
em sua vida.
* E esse aqui é de presente pro meu pianista favorito ;]
Naquela casinha branca
De janela aberta à rua
Que vive um pianista
E é bem aqui,
Aqui mesmo na calçada
Que sento-me todas tardes
Às cinco em ponto
Domingo à domingo
Desde que o descobri
Venho escuta-lo
Sinto-me num concerto
Todo particular
Sem platéia
Sem estrela ou estréia
Somos só eu,
a calçada e a casinha branca
A ouvir meu pianista
Creio que minha presença
Seja ainda desconhecida
Imagino quando serei descoberta
Talvez seja um desconcerto
Talvez invente desculpas:
Perdi algo no chão,
Cadarços desamarrados
Talvez confesse
E ainda peça
Que me deixe entrar
Na casinha branca,
na sala de piano,
ou quem sabe até
em sua vida.
* E esse aqui é de presente pro meu pianista favorito ;]
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